07/08/2020 às 19h49min - Atualizada em 08/08/2020 às 10h12min

Lojistas se reinventam para se adaptar ao novo mercado pós-pandemia

Marca de sapatilhas cria modelo híbrido de venda para atender seus clientes do varejo

DINO
http://www.mazbrasil.net
Malinhas personalizadas se tornam franquias móveis espalhadas pelo Brasil.


A pandemia de COVID-19 chegou fechando as portas de muitos comércios e a  área da moda foi fortemente afetada pelas mudanças que a pandemia trouxe para os empresários. No setor de calçados o impacto maior da pandemia se deu no mercado interno brasileiro, que absorve mais de 85% da produção nacional e a produção caiu 30% no primeiro semestre de 2020. Diante deste cenário, as empresas começam a se reinventar para um cenário pós-pandemia.

"Percebemos que o momento pedia uma mudança. Não sabemos o comportamento do consumidor daqui para a frente. Mas não queríamos abrir mão dos atendimentos presenciais e nem poderíamos estar fora do online", diz Juliana Hemerly, uma das proprietárias da marca MAZ, loja de sapatilhas que sempre funcionou com lojas físicas e que precisou adaptar seu sistema operacional diante do atual contexto.

A empresa criou microfranquias móveis que recebem uma mala personalizada cheia de sapatilhas e passam a fazer parte de um app de agendamentos da marca. Os clientes acessam o aplicativo, encontram o licenciado mais próximo e agendam o lugar e horário que querem ser atendidos. Cada licenciado pode ter quantas malinhas e quantos vendedores quiser.

"Desse jeito oferecemos uma venda que pode ser iniciada no online e finalizada com um atendimento superpersonalizado. É preciso estar sempre se reinventando, deixar a zona de conforto e se adaptar aos novos tempos, afinal, o novo sempre vem", afirma a empresária.

Além disso, o novo normal passou a ditar tendências. As marcas passaram a focar seu propósito em preservar a saúde dos consumidores, colaboradores e fornecedores. 

"Percebemos que dizer que o produto pode ser lavado na máquina após cada uso ou que os produtos são confortáveis e podem ser usados em casa ou na rua, passou a significar muito mais do que dizer que as cores são da nova coleção ou que estão na moda" conclui Juliana.

Uma mudança comportamental que deve se manter mesmo após a pandemia. 

 



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