23/07/2020 às 15h39min - Atualizada em 02/08/2020 às 12h06min

Pequenos influenciadores podem trazer grandes negócios para a retomada das PMEs

Atualmente já é possível desenvolver estratégias interessantes com os chamados microinfluenciadores que podem ser assim classificados, grosso modo, por terem até um milhão de seguidores

DINO


Se antes da pandemia os investimentos em marketing e propaganda já eram vistos como coisas distantes por grande parte dos pequenos e microempreendedores, os efeitos da Covid-19 sugerem um aprofundamento desta sensação. Preocupados com o pagamento das contas mais urgentes e a manutenção da sobrevivência do negócio, dificilmente os donos de empresas desta categoria terão condições de fazer grandes investimentos naquilo que talvez seja a melhor estratégia para sair da crise que é justamente anunciar seus produtos e serviços para vender mais.

Neste sentido, as mídias sociais podem significar uma verdadeira tábua de salvação. Ao capturar a audiência dos meios tradicionais e descentralizar o mercado publicitário, elas exigem menos recursos financeiros para dar voz àqueles que até pouco tempo não tinham espaço nas grandes mídias.

Na verdade, considerando o nível de profissionalismo e a capacidade de segmentação e automação existentes atualmente é possível pensar nos influenciadores digitais como importantes aliados neste momento.

Lógico que não se trata, neste caso, das ultra celebridades digitais, que reproduzem nas redes sociais a mesma lógica elitista dos meios tradicionais ao cobrarem valores astronômicos por poucos posts em suas contas no Instagram ou outro ambiente qualquer.

Mas atualmente, já é possível desenvolver estratégias interessantes com os chamados microinfluenciadores que podem ser assim classificados, grosso modo, por terem até um milhão de seguidores.

Alguns deles gozam de status de celebridade perante seus fãs; outros, de prestígio e credibilidade quando tratam de determinados temas. Por seu potencial de convencimento estar vinculado a um público mais restrito, eles também aceitam cachês infinitamente mais modestos, o que não significa necessariamente que não podem proporcionar a visibilidade necessária justamente perante os públicos que, de fato, consomem os itens de interesse do anunciante.

A exposição que irá gerar mais negócios para, por exemplo, um fabricante de autopeças, pode ser no canal do YouTube de um mecânico, e não no Facebook de um jogador da seleção. O último pode até tornar a marca conhecida por um público maior, mas ele não terá a credibilidade que o outro possui para falar das vantagens dos produtos da marca.

Entre microinfluenciadores consagrados, há os que cobram R$ 5 mil, por exemplo, por uma postagem. Mas não existem valores fixados. Quando são recrutados, os influenciadores geralmente propõem os cachês para as postagens. Muitos sequer conhecem a possibilidade de obter remuneração influenciando decisões de compra a partir de sua atividade nas mídias sociais.

E é aí que o avanço da tecnologia profissionaliza essa atividade e faz toda a diferença. O algoritmo criado pela startup brasileira Inflr, por exemplo, calcula o valor de influência do post baseado no real engajamento promovido pelo influenciador. A ferramenta gera um índice de qualidade que considera vários quesitos, mas principalmente o engajamento do post. Para que a análise seja precisa, o algoritmo é integrado em diversas API's de machine learning, o que gera um score e, posteriormente, o valor do post.

Desta forma a startup consegue entender, por exemplo, por que duas pessoas com 500 mil seguidores podem entregar resultados bastante diferentes e, portanto, cobrar mais ou menos pelo serviço.

Outros avanços podem ser vistos na possibilidade de fazer campanhas de remarketing e inclusive multissegmentar essa entrega por: idade, sexo, geolocalização, comportamento de compra etc.

Comprovadamente a maioria dos internautas brasileiros segue personalidades nas redes sociais e até 50% destes seguidores consomem produtos indicados por elas.

Desta forma, a possibilidade de contar com este reforço para alavancar vendas numa época em que cada centavo fará diferença não pode ser desprezada. Afinal, mais do que nunca, este é o início de uma fase na qual cada venda conquistada representará um grande negócio.

• Thiago Cavalcante é Diretor de novos negócios na Inflr

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