27/09/2021 às 09h02min - Atualizada em 27/09/2021 às 10h40min

Vendas de julho na capital mineira tiveram o melhor resultado dos últimos seis anos

Aumento do emprego e da renda em circulação contribuíram para o bom desempenho

SALA DA NOTÍCIA CDL/BH - Assessoria de Imprensa
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O mês de julho registrou o melhor crescimento do varejo na capital dos últimos seis anos. O período registrou um avanço de 3,06% na comparação com julho de 2020, o maior desde 2015. No acumulado do ano (Jan-Jul.21/Jan.Jul20), o aumento foi de 2,12%. Já na comparação mensal (Jul.21/Jul.20), a aceleração foi de 0,43%.  Os dados fazem parte da pesquisa ‘Termômetro de Vendas’, realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

“O avanço das vendas no mês de julho nos mostra um cenário positivo, especialmente por sua base de comparação, o mês de junho, ser forte, por conta do Dia dos Namorados. A reabertura do comércio, dos bares, restaurantes e demais locais de lazer proporcionou uma elevação no emprego formal da capital. Em julho o índice de trabalhadores aumentou 11,2% frente a junho. Na prática, foram mais de 4 mil vagas criadas. Isso colaborou diretamente para aumentar a renda em circulação e alavancar as vendas”, analisa o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

No indicador mensal (Jul.21/Jun.21), os segmentos que apresentaram melhor desempenho foram o de informática (1,53%), vestuário e calçados (1,48%), artigos diversos que incluem brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, bicicletas e instrumentos musicais  (1,4%), papelaria e livrarias (1,09%) e veículos e peças (0,83%). Em contrapartida, os segmentos  que amargaram  queda  foram  eletrodomésticos e móveis (- 1,43%),  drogarias e cosméticos (- 1,21%),  material elétrico e de construção (- 0,82%) e supermercados (- 0,42%).

“A pandemia mudou o padrão de consumo da população, os consumidores estão mais atentos aos preços e a qualidade do produto. Os empresários do varejo entenderam isso e estão aproveitando o estoque existente para realizar promoções e aumentar a receita. Essas ações atraem mais o cliente e, consequentemente, alavancam as vendas”, pontua Souza e Silva.

Vestuário e calçados tiveram o melhor desempenho até agora
O indicador referente ao acumulado do ano (Jan.Jul-21/Jan.Jul.20) mostrou que os segmentos que mais registraram avanços nas vendas foram vestuário e calçados (13,53%), artigos diversos (9,39%), drogarias e cosméticos (8,19%), material elétrico e de construção (7,16%), informática (3,3%), supermercados (2,44%) e veículos e peças (1,84%). Já os segmentos que viram o desempenho desacelerar ao longo do ano foram os de eletrodomésticos e móveis (- 6,43%) e papelarias e livrarias (- 5,7%).

Na comparação de julho de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, os segmentos que apresentaram crescimento foram: vestuário e calçados (8,11%), artigos diversos (4,92%), veículos e peças (4,5%), informática (2,24%), papelarias e livrarias (1,78%) e drogarias e cosméticos (1,76%). Os segmentos que apresentaram queda foram: material elétrico e de construção (-1,36%), eletrodomésticos e móveis (- 0,64%) e supermercados (- 0,21%).

“A pandemia vem sendo um grande desafio para o varejo, que precisou se reinventar, se inserir no universo digital e buscar formas de otimização de gestão para manter suas atividades funcionando. Para que o varejo siga avançando, é preciso que os atuais desafios como alta da inflação, problemas políticos, incertezas fiscais e reformas estruturais sejam sanados. Só assim será possível criar um ambiente econômico seguro, para atrair o investimento produtivo, responsável pela geração de emprego e renda”, argumenta o presidente da CDL/BH.

Sobre a pesquisa
O levantamento ‘Termômetro de vendas’ é realizado mensalmente pela CDL/BH. Seu objetivo é mensurar o desempenho do varejo. Além disso, ele subsidia os empresários com informações para uma melhor gestão dos negócios e tomada de decisão.

Na pesquisa são avaliados os seguintes setores do varejo: drogarias, cosméticos e perfumes; máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças; veículos e peças (novos e usados); supermercados e produtos alimentícios; artigos diversos; tecidos, vestuário, armarinho e calçados; ferragens, material elétrico e de construção; papelarias e livrarias e informática.
 
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