17/05/2021 às 16h35min - Atualizada em 17/05/2021 às 18h00min

Segundo dados do Datafolha, 13% das mulheres não frequentam o ginecologista

A visita regular ao ginecologista é um cuidado com a saúde íntima da mulher que previne doenças e ajuda na conscientização contra DSTs

DINO
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Para muitas mulheres conversar sobre a sua própria saúde íntima ainda é um tabu e motivo de até mesmo vergonha. Segundo um estudo intitulado como “Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes”, de 68% das mulheres que consideram a ginecologia como uma especialidade médica importante para a sua saúde, 11% citaram ter vergonha de ir ao ginecologista.

Segundo uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), juntamente com o Datafolha, foi apurado que, em média, 5,6 milhões de mulheres brasileiras não têm o hábito de frequentar o ginecologista. O estudo também revelou a marca de 4 milhões de mulheres que nunca procuram o atendimento de um médico especializado em saúde íntima, assim como 16,2 milhões que não se submetem a uma consulta por mais de um ano.

O acompanhamento de um médico especializado em saúde íntima é importante para prevenir doenças e auxiliar a mulher a tomar os cuidados necessários com seu corpo, como, por exemplo, a higiene íntima, que precisa ser feita com sabonetes de pH entre 3 e  5 que se equipara com o pH da região vaginal, limpando a área sem causar alergias ou agredir a pele, mantendo as defesas naturais. Além de outras indicações que somente um médico especializado pode instruir, como o uso anticoncepcional adequado que não pode ser consumido de qualquer forma.

A primeira ida ao ginecologista deve acontecer entre os 11 e 15 anos de idade, logo após a primeira menstruação, ou quando surgem os primeiros sinais de que a menina está crescendo, como o surgimento do broto mamário doloroso, corrimento e outros. Nesta primeira visita, o especialista analisa se há necessidade de um exame ginecológico. Durante a análise o médico verifica se a paciente tem vida sexual ativa, a idade, os sintomas e se a mesma está se sentindo à vontade para realizar um exame mais invasivo.

Exames ginecológicos

Toda mulher passa por fases durante o seu crescimento, onde cada uma tem suas especificidades e necessita de cuidados e atenções que se diferenciam de idade para idade. Logo, os exames ginecológicos solicitados não costumam ser os mesmos.

Na fase da adolescência após a primeira menstruação (menarca) é recomendado que um ginecologista seja procurado, para ser informada sobre as novas mudanças que acontecerão no corpo, como alimentação, higiene, sexualidade e outras. Nesta fase é comum que os médicos solicitem exames como ultrassom pélvico e das mamas, exames de sangue e de ISTS (infecções sexualmente transmissíveis) em caso de práticas sexuais.

Para as mulheres na fase adulta é recomendado que a visita ao ginecologista seja realizada pelo menos uma vez ao ano. Nesta fase alguns exames mais invasivos são prescritos, como Papanicolau, colposcopia, mamografia, dentre outros.

Para mulheres acima dos 50 anos, a idade para o fim da menstruação pode variar entre 48 e 55 anos, quando a menopausa já começa a demonstrar seus primeiros sintomas (última menstruação da mulher), exames mais detalhados são prescritos. Nessa fase todos os cuidados precisam ser redobrados. Afinal, doenças como o câncer podem ser mais suscetíveis, assim como doenças cardiovasculares, o que enfatiza ainda mais a prática de exercícios físicos. Uma revisão publicada pelo American College of Sports Medicine revelou que pessoas praticantes de exercícios físicos têm até 20% a menos de probabilidade de desenvolver tumores.

Na fase da menopausa os médicos recomendam a realização de exames como ultrassom das mamas e pélvico, mamografia, Papanicolau, mamografia, colposcopia, exame de sangue, exames cardiológicos, densitometria óssea, ultrassom de tireoide, dentre outros.

Recomendações de ginecologistas

Para a higiene, assim como a saúde íntima em dia, os ginecologistas recomendam alguns cuidados essenciais para prevenir doenças:

  • Usar sabonete íntimo com pH entre 3 e 5 e ácido lático para manter a barreira protetora fisiológica vaginal;
  • Usar sutiãs sem bojo e calcinhas com forro em 100% algodão;
  • Fazer depilações sem excesso para evitar irritações. Os pelos protegem a região íntima;
  • É aconselhada a visita a um médico ginecologista sempre que perceber qualquer alteração;
  • Na hora de comprar lingerie e outros acessórios a saúde é primordial, investindo em lojas especializadas em moda íntima feminina que prezem a qualidade e o conforto;
  • As lingeries devem ser lavadas com sabonetes que contenham cheiro. De preferência por sabões neutros;
  • O médico deve ser visitado com frequência.

Tipos de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)

Com o avanço da ciência, doenças sexualmente transmissíveis como a Aids (os primeiros medicamentos retrovirais começaram a surgir na década de 1980) que antes dissipava milhões sem recursos médicos hoje já possuem tratamento. No entanto, as DSTs ainda existem:

  • Gonorreia – Infecção bacteriana, que tem como sintomas dores na parte inferior do abdômen, testículo ou vagina e pélvis. Se não for tratada, esta doença pode causar infertilidade;
  • Sífilis – Sintomas como fadiga, mal-estar e febre costumam acometer portadores da sífilis;
  • Aids – A contaminação por HIV costuma apresentar sintomas parecidos com os da gripe: febre, perda de apetite, diarreia, dor de cabeça, dentre outros. No entanto, a doença costuma de assintomática até evoluir para Aids;
  • Vírus do papiloma humano – Mais conhecido como HPV a doença sexualmente transmissível apresenta sintomas como câncer cervical, coceira, verruga ou verruga genital;
  • Clamídia – A doença pode apresentar sintomas como secreção pela vagina ou pênis e dor genital;
  • Herpes genital – A herpes genital tem como seus principais sintomas dor, coceira e pequenas feridas. Uma particularidade desta doença é que o vírus pode ficar inativo no corpo e reaparecer após anos.

Por fim, é sempre importante estar em conexão com o corpo e procurar um médico especializado em saúde íntima caso surja qualquer anormalidade, assim como agendar consultas com regularidade para acompanhar a saúde.



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