17/11/2021 às 11h07min - Atualizada em 17/11/2021 às 13h30min

Após paralisação de 97% das atividades na pandemia, setor de eventos inicia retomada

Empresários e profissionais do ramo de eventos sempre buscaram a inovação como estratégia de negócios

SALA DA NOTÍCIA Juliana Vilela - Proprietária da agência Efettiva Comunicação e Eventos
Juliana Vilela - Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi e pós-graduada em Planejamento e Organização de Eventos, pela FAAP
Arquivo Pessoal


Nos especializamos em criar novos formatos e experiências para que os eventos sejam marcantes para nossos clientes. Mas nos últimos dias de 2019 o mundo recebeu a notícia sobre a existência do novo coronavírus, que a partir de março de 2020 se transformaria em pandemia, obrigando a todos a ficarem trancados em casa e a evitar o convívio social.

Reunir pessoas passou a ser proibido e isso atingiu em cheio setores como turismo, aviação e eventos. Com base em dados anteriores à pandemia, entidades do setor avaliam que, somente em 2021, as empresas de eventos deixaram de realizar cerca de 500 mil eventos de todos os tipos, o que causou uma perda de faturamento da ordem de R$ 140 bilhões.

Calcula-se que, com 97% de suas atividades suspensas, o setor perdeu 450 mil trabalhadores. Com o avanço da vacinação em todo o mundo, e nesse ponto o Brasil vai se saindo bem apesar dos percalços, a atividade econômica em geral vai emergindo.

Nesse cenário de relativa normalização, o setor de eventos terá sua oportunidade de retomada, mas não será uma tarefa fácil, uma vez que o setor de eventos está ligado a outras cadeias de negócios, como hotelaria, transportes, restaurantes, centros de convenções, artistas em geral e muitas outras áreas adjacentes.

Mantendo-se o estágio atual de estabilidade nos casos de covid-19, espera-se que, no primeiro trimestre de 2022, já se tenha recuperado ao menos 50% das atividades do setor. Um dos problemas que o setor enfrentará será o de reorganizar a sua base de capital humano.

Com mais de um ano e meio de pandemia, muitos profissionais se viram obrigados a migrar para outras áreas de atuação para sobreviverem. Por outro lado, para os que sobreviveram à crise, haverá uma oportunidade de profissionalização mais clara para o setor.

Novas tecnologias também terão de ser incorporadas às atividades. Os eventos on-line vieram para ficar, mas os presenciais também voltarão. E haverá campo para os modelos híbridos, que exigem plataformas de comunicação e equipamentos de áudio e vídeo para uma interação entre “os dois lados”. Abre-se aí um campo para a tecnologia voltada aos eventos, o que demandará especialistas que o mercado ainda não tem à disposição em grande escala.

Os protocolos de distanciamento e higienização que conhecemos graças à pandemia também terão de ser incorporados definitivamente para garantir a segurança do público em situação presencial. Os cuidados terão de começar no acesso aos locais, restrito ao público que já estiver com o esquema vacinal completo, levando em conta legislações que estão sendo aprovadas em âmbitos municipal, estadual e federal.

Uma coisa é certa: quanto antes ocorrer o retorno pleno das atividades, melhor para os profissionais, para os clientes, para a geração de empregos e para a economia do Brasil em geral. Após uma longa e complexa travessia, chegou a hora de voltarmos ao trabalho com força total.


Juliana Vilela
Proprietária da agência Efettiva Comunicação e Eventos
Instagram:
@juliana.vilela10    
@efettiva_eventos  
E-mail: juliana@efettiva.com.br

Empreendedora do setor de eventos há mais de 10 anos, Juliana Vilela é proprietária da Efettiva Comunicação e Eventos, agência com destacada atuação no segmento de organização de eventos corporativos e de entretenimento, com expertise na realização de eventos nos mais diversos setores. É fundadora do SindiMais um dos maiores eventos do ano para instituições que reúne profissionais de relações trabalhistas, sindicais e de RH de todo o Brasil e da Weduc, uma escola de negócios que oferece cursos de forma online e descomplicada. Foi vice-presidente de Inovação e Qualificação da ABEOC Brasil - Associação Brasileira de Empresas de Eventos. É formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi e pós-graduada em Planejamento e Organização de Eventos, pela FAAP.  
 
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